quinta-feira, 10 de julho de 2014

HIPNOSE AJUDA NA CURA DA DOR CRÔNICA?

A dor crônica e persistente possui mecanismos que diferem do processo de dor aguda. Para ilustrar estes mecanismos, sugiro a visualização do seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=beHujBav3WU


Enfatizo algumas conceitos fundamentais:
" É ter um cérebro que continua a produzir dor, mesmo depois que os tecidos do corpo foram restaurados e estão fora de perigo, não é divertido", " É útil olhar para tudo o que afeta o sistema nervoso e pode estar contribuindo para a sua experiência de dor", " O que pode ajudar é olhar para a dor persistente de uma perspectiva ampla e usando uma abordagem estruturada e um plano, é menos provável que algo importante seja esquecido."

Neste contexto, há inúmeras possibilidades terapêuticas dentro de um plano individualizado de reabilitação, que complementam o tratamento. Dentre estas possibilidades, pode-se indicar técnicas de Hipnose.

A Hipnose é uma intervenção não medicamentosa, inclusive com treinamento de auto-hipnose, com inúmeras evidências cientificas que suportam o uso nos pacientes com dor crônica, ansiedade e depressão.

FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/11418_A+MEDICINA+APROVA+A+HIPNOSE


Leia mais:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=hypnosis+and+pain
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=huturas possibilidades ypnosis+and+anxiety
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=ha pela fypnosis+and+depression,
http://www.scielo.br/pdf/pe/v14n2/v14n2a10.pdf
http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/10473/8315

O indivíduo com dor persistente guarda em sua memória a experiência da dor que contribui para voltar a senti-la, expandi-la e torná-la facilmente ativada. Segundo Erickson, dor é uma estrutura complexa, composta da dor passada lembrada, da experiência presente da dor e da antecipada dor futura; e que  a dor imediata é antecipada pela dor passada e realçada pelas futuras possibilidades da dor.

A medida que a dor crônica torna-se mais intensa e persistente, ela usualmente torna-se mais desagradável, motivando mais o comportamento de fuga ou evitação e uma mais intensa ativação do sistema autonômico, potencializando a dimensão afetivo-motivacional da dor.

Ou seja, o medo e a ansiedade relacionado a dor crônica  podem aumentar a experiência da dor crônica pois está relacionado com o sistema afetivo-motivacional e a resposta ao estresse.

Resposta ao estresse agudo - Fase de alerta

Deve-se que o processo da dor crônica é experimentado através de um processo subjetivo organizado em termos de configurações, sentidos, emoções e significados que são construídos a partir das ações do sujeito em seus respectivos cenários de inserção social. Sexo, emprego, morte, religião e relacionamentos são temas subjetivados na experiência dolorosa do sujeito, o que remete à necessidade de uma compreensão mais abrangente sobre a dor, sendo esta contextualizada em termos da subjetivação que ocorre no seu dia-a-dia.



Neste contexto, a hipnose pode ser definida como uma forma de transmitir idéias, como instrumento de influência, capaz de auxiliar na reconfiguração da experiência dolorosa, produzindo uma mudança efetiva na vivência da dor e nas próprias percepções corporais da pessoa. O objetivo é atingir um nível máximo de atenção, aproveitando que as condições cerebrais obtidas deixam o paciente com maior abertura para ser sugestionado, com sugestões, que abordam a mudança de pensamentos, emoções, experiência sensoriais e comportamentais, modificando o significando da experiência emocional envolvida na dor crônica.



Comportamento doloroso, crenças, raiva, irritação, medo, não aceitação, não compreensão do quadro, passividade, entre outros fatores podem afetar a experiência dolorosa de cada indivíduo.  Sugestões efetivas podem reduzir o desconforto da experiência da dor, seja através do bloqueio da experiência dolorosa seja através de experiências prazerosas.

Por exemplo, Erickson para prender a atenção de um paciente florista, contou-lhe a história do desenvolvimento de um pé de tomate, sendo que em determinados trechos da história, modificava o tom de sua voz ao falar de conforto, da tranquilidade e da naturalidade do desenvolvimento da planta. O paciente, associando seu corpo ao pé de tomate, aprendeu a desenvolver um transe em que, quando as dores começassem a se intensificar, era desencadeado um processo dissociativo que as reduzia, colocando-as sob relativo controle.

Ressalta-se que o tratamento complementar com hipnose  sempre deve ser individualizado, uma vez que como a experiência dolorosa depende do momento e das particularidades das pessoas envolvidas. O paciente deve perceber que a sua dor não é uma entidade independente e inatingível, mas que pode ser influenciada de algum modo positivamente.

Um homem aposentado precocemente, devido acidente de trabalho, diz que" sua vida parou" e que não há muito mais a fazer a não ser esperar pela morte. As conseqüências do acidente o isolaram de suas principais redes sociais, onde ele possuía atividades vitais de seus projetos de vida, o que coincidiu com uma severa depressão e a sofrida sensação de um tempo que não mais andava e fluía, trazendo- lhe a vivência de uma dor interminável. A dor persistente altera a experiência de tempo da pessoa de variadas formas, podendo ser vivida como interminável ou levando a pessoa a teme-la de tal modo que a antecipa com maior freqüência. Já em certos casos de fibromialgia, é comum que a intensidade da dor seja associada à depressão, o que leva os indivíduos a uma construção pessimista sobre sua história e sobre o seu futuro.

Assim, diante desses casos, o terapeuta pode se utilizar de uma série de fenômenos de tempo como sugestão pós-hipnótica e regressão de idade. Com a distorção do tempo, é possível levar o sujeito a prolongar os momentos de ausência de dor e aumentar a velocidade dos momentos nos quais esta se faz presente, da mesma forma que a regressão de idade pode favorecer uma retrospectiva que encontre vivências e situações capazes de quebrar a lógica pessimista e propiciar novas projeções.

Já em outras situações, há pessoas que apresentam dominância do sentido cinestésico na maneira como vivenciam suas dores, de modo que a forma como desenvolvem sua linguagem é altamente impregnada de termos referentes a dor como algo que corta, penetra, fura, queima, dentre outras representações. É possível que fenômenos sensórios, como anestesia e analgesia, sejam de grande valia em tais casos, de maneira que a linguagem do terapeuta necessita enfatizar com detalhes corpóreas.

Assim, para uma pessoa que relate apreciar bons momentos ao sol, o conto de uma história que enfatize a ação agradável do sol tocando e queimando delicadamente a pele de alguém pode trazer mudanças significativas no conjunto de sensações corporais da pessoa ou mesmo favorecer o desenvolvimento de uma analgesia parcial ou total.



Ressalto que a vivência da dor se organiza subjetivamente e implica em aprendizados, vivências e percursos históricos e não se constitui como uma entidade estática e isolada, mas como um processo que se constrói e se influencia pela própria ação do sujeito em relação a si mesmo e ao outro. Todo e qualquer prática no tratamento da dor deve compreender estes conceitos, inclusive a intervenção através da hipnose.



A hipnose pode ajudar a curar a dor, como coadjuvante .É no cérebro onde se realiza a verdadeira interpretação  das sensações. A dor é em grande parte o resultado do que pensamos sobre ela.
Ao desviar a atenção para outro estímulo sensorial, o paciente pode perceber a dor como menos intensa.

Mas para repito um conceito do vídeo acima: " Você precisa retreinar o cérebro e o sistema nervoso"!

Dor tem Tratamento!!!

Converse sobre as suas dúvidas com um médico especializado em reabilitação (Fisiatria). 

Dra Maike Heerdt 
Médica Fisiatra - Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor


Contato Profissional: Rua Adma Jafet, 74 Conj 147 
(em frente ao Hospital Sírio Libanês)
Telefones (11)43040005 (11) 43040006 
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

LESÃO ESPORTIVA - DOR NO JOELHO TEM TRATAMENTO!

Por que tanta gente machuca o joelho nos esportes, como futebol e basquete?
A  articulação do joelho é uma das mais complexa dos membros inferiores,  que mais permite mobilidade, com uma extensão grande do movimento.

Além disso, colocamos muita sobrecarga nele, sujeito frequentemente a lesões por quedas, acidentes (principalmente em determinados esportes) e lesões degenerativas por  desgaste, obesidade e envelhecimento. Quando se associa a presença de musculatura enfraquecida e disfuncional, aparecem dores, sensação de falseio, bloqueio/ travamento,  inchaço, limitação de função, crepitação articular.




Existem inúmeros tipos lesões esportivas que podem evoluir com dor no joelho, a depender de qual estrutura está acometida:

 - Ossos e articulações: esta articulação é dividida em fêmoro-tibial (entre o fêmur e a tíbia) e fêmoro- patelar (entre o fêmur e a patela). A cartilagem articular  recobre as extremidades ósseas, o que permite o deslizamento normal com um pequeno grau de atrito. Já o líquido sinovial é responsável pela lubrificação da
articulação. As lesões esportivas mais comuns destas estruturas são a osteoartrite, a condromalacia.

FONTE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-39842006000300004



- Ligamentos são faixas de tecido resistente (conjuntivo fibroso) que conectam as extremidades ósseas, possuem inúmeros receptores sensitivos ( inclusive para dor e propriocepção). São estabilizadores passivos:  LCP - Ligamento cruzado posterior, LCA - Ligamento cruzado anterior, LCM - ligamento colateral medial, LCL- ligamento colateral lateral. Pode ocorrer rompimento parcial ou total destes ligamentos, principalmente durante movimentos torcionais. Lesão muito comum em atletas de esportes de contato direto, como o futebol ou o rúgbi. No entanto, também pode ser encontrada nos casos de lesões degenerativas ( não - traumáticas).
Lesão do ligamento cruzado anterior


A lesão ligamentar pode ser classificada da seguinte maneira:
Grau I - Estiramento leve. O ligamento é levemente danificado em uma entorse.
Grau II - Ruptura parcial do ligamento
Grau III - Ruptura completa do ligamento, instabilizando a articulação.

Lesão do ligamento colateral 

Saiba mais como funciona a reconstrução cirúrgica da reconstrução do ligamento cruzado anterior neste vídeo didático:

- Menisco lateral e medial são estruturas de fibrocartilagem  com as seguintes funções: lubrificação, estabilização, amortecimento e distribuição do peso exercido dentro da articulação. Lesões meniscais são associadas ao desgaste progressivo da cartilagem articular e desenvolvimento de osteoartrite. As lesões traumáticas geralmente ocorrem durante entorse repentina do joelho em flexão extrema.
torção do joelho.




- Tendões são cordões  fibrosos de tecido conjuntivo, através dos quais os músculos se inserem nos ossos, com função de manter o equilíbrio estático e dinâmico do corpo, permitindo a distribuição das forças de todas as partes do músculo. O maior tendão do joelho é o tendão patelar. As lesões mais frequentes são as tendinites e as roturas do tendão, que podem estar associadas a inflamação nas bursas sinoviais, amortecedores entre os tendões, ossos e a pele.


Anatomia do joelho

Tendinite patelar


- Fáscias, com destaque para o Trato iliotibial, que quando inflamado produz o quadro do " Joelho do corredor" também conhecido como  Síndrome do Trato Iliotibial. Quadro comum em praticantes de esportes que envolve  flexões repetidas dos joelhos.

Anatomia do músculo tensor da fáscia lata e da Banda iliotibial






- Nervos: são responsáveis pela sensações e pelo controle muscular. Destaca-se o nervo femoral e as sub-divisões do nervo ciático ( nervo tibial e nervo fibular). Estas subdivisões podem ser danificadas por lesões ao redor do joelho. Vasos sanguíneos, a artéria e as veias poplíteas passam atrás do joelho, essenciais no suprimento para as pernas e pés.


Atitudes

- Músculos

As principais lesões musculares no esporte são a contusão e o estiramento muscular. Mas o atleta e praticante de esportes também podem evoluir com um quadro de síndrome dolorosa miofascial.



DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO POSTERIOR DO JOELHO

MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO


MÚSCULOS GASTROCNÊMIOS

MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS E BÍCEPS FEMORAL


MÚSCULO POPLÍTEO


DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO LATERAL DO JOELHO

 MÚSCULO QUADRÍCEPS - VASTO LATERAL

MÚSCULO TENSOR DA FÁSCIA LATA



DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO ANTERIOR DO JOELHO - PATELA

MÚSCULO QUADRÍCEPS - RETO FEMORAL


MÚSCULO QUADRÍCEPS - VASTO INTERMÉDIO



MÚSCULO ADUTOR LONGO E CURTO


DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO INTERNA DO JOELHO



 MÚSCULO GRÁCIL





MÚSCULO QUADRÍCEPS - VASTO MEDIAL



MÚSCULO ADUTOR MAGNO



COMO PREVENIR LESÕES NO JOELHO?

 Pratique exercícios físico, com foco em fortalecimento e estabilização articular: Treino de fortalecimento, flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio e propriocepção.

Evite sobrecarga, inclusive aquela causada pela obesidade e o uso de saltos altos.

Use tênis que ajude a absorver o impacto.

Evite ficar com o joelho dobrado por muito tempo, em ângulo superior a 90 graus. Por exemplo, não dirija com o banco muito próximo do volante, não fique na frente do computador ou da televisão com os joelhos dobrados.

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO - MINIMAMENTE INVASIVOS 

- Acupuntura 
Considerada efetiva na redução da dor e da incapacidade funcional da lesões esportivas em joelhos.



- Bloqueio de nervo femoral, safeno e  paraespinhoso L3/L4

FONTE: Bloqueio nervo femoral - http://www.anestesiaregional.com/

- Infiltração extra-articular (bursa, tendão e ligamentos)


- Infiltração intra-articular de joelho


- Viscossuplementação 

Infiltração de ácido hialurônico

- Inativação pontos - gatilho miofasciais comprometidos



- Mesoterapia  




- Terapia por ondas de choque 



PROCEDIMENTOS ORTOPÉDICOS (indicados em casos refratários e atletas de alto rendimento):
- via artroscopia 
- via aberta 

Ressalta-se que a dor nos joelhos podem ser altamente incapacitante. Após uma avaliação criteriosa do médico Fisiatra, elabora-se um plano terapêutico individualizado e todos os esforços devem direcionados ao controle da dor e da restauração funcional.

Em casos selecionados, pode-se indicar procedimentos de reabilitação ou até mesmo a avaliação do cirurgião ortopedista. 

De qualquer forma, os procedimentos representam uma das etapas do processo de recuperação, mas não a única. Eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que sem dor, consegue iniciar os exercícios terapêuticos para restabelecer a função, modificando os fatores desencadeantes e  os vícios posturais, com resultados mais eficazes.

Como em outras síndromes dolorosas crônicas, as orientações terapêuticas devem incluir mudanças de hábitos posturais inadequados em sono e vigília, hábitos alimentares e ingesta hídrica, exercícios terapêuticos, uso de medicamentos, entre outros. 

Desconfie de soluções mágicas e fáceis. 

Dor tem Tratamento!!!

Converse sobre as suas dúvidas com um médico especializado em reabilitação (Fisiatria). 

Dra Maike Heerdt 
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segunda-feira, 30 de junho de 2014

OSTEOARTROSE - DOR NO JOELHO TEM TRATAMENTO!

Por que tanta gente sente dores no joelho?
A  articulação do joelho é uma das mais complexa dos membros inferiores,  que mais permite mobilidade, com uma extensão grande do movimento. Os fenômenos degenerativos do joelho costumam estar presentes a partir da quinta década de vida e acometem todas as estruturas articulares.

A artrose primária é geralmente associada a anormalidades do alinhamento dos membros inferiores, sendo o joelho varo a anormalidade mais freqüente.

A parte interna do joelho, o compartimento medial é o primeiro a sofrer alterações, depois os compartimentos do joelho são comprometidos de modo global.

Inicialmente, manifesta-se com sinovite, ou seja, ocorrem alterações inflamatórias que produzem dor discreta ou moderada, de forma mal-localizada ao redor do joelho, agravada durante a flexão e extensão do joelho. Pode ocorrer sensação de rigidez matinal que melhora com atividade, atrofia e fraqueza do músculo quadríceps, limitação do movimento com encurtamento dos músculos e tendões das cadeias posteriores  e crepitação durante a movimentação do joelho.


Numa fase tardia, ocorre a perda da função ligamentar e muscular muscular, o que dificulta o caminhar, subir e descer as escadas. O processo é mais intenso na fase inicial. Com o passar dos anos, a dor torna-se menos intensa e o desgaste articular progride e compromete a função articular.



No entanto, as alterações degenerativas também podem secundárias a fraturas articulares, lesões e cirurgias meniscais, doenças metabólicas ( gota ) ou afecções reumáticas ( por exemplo, artrite reumatoide e artrite psoriásica). Nos casos secundários, a evolução é distinta da artrose primária.

Condições que podem estar associadas:

- Cisto sinovial poplíteo ou cisto de Baker: 

Corresponde à dilatação de uma das bolsas da fossa poplítea que se comunica com o espaço articular. Quando há aumento na produção de líquido sinovial, o cisto é preenchido pois a comunicação com a cavidade articular ocorre via estreita comunicação com mecanismo valvular unidirecional que impede o retorno do seu conteúdo para a cavidade da articulação. Os cistos podem causar parestesias por compressão nervosa e edema por estase no membros inferiores e podem se romper espontaneamente ou durante a realização de exercícios. Nestes casos, o líquido sinovial  infiltra-se na panturrilha e desencadeia uma a reação inflamatória que se manifesta como calor, edema e rubor.



- Lesões condrais: 

Dor costuma estar acompanhada de derrame articular ( sensação de calor, inchaço e inflamação dentro do joelho).

FONTE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-36162012000100001

- Corpos livres articulares: 

Costumam ser secundários a lesões,  condrais. Causam dor aguda, intensa e travamento articular (bloqueio) devido à interposição do fragmento osteocondral, simulando uma lesão meniscal. Evolui com derrame articular recorrente e persistente, associado a atrofia do músculo quadriceps.


- Síndrome dolorosa miofascial: 

podem causar dor referida moderada a intensa na região anterior do joelho quando o ponto-gatilho localiza-se no glúteo mínimo e/ou biceps femoral e/ou poplíteo e dor na região anterior do joelho quando o ponto gatilho encontra-se no vasto medial, reto femoral ou adutor longo.


DOR NA REGIÃO POSTERIOR DO JOELHO

MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO


MÚSCULOS GASTROCNÊMIOS

MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS E BÍCEPS FEMORAL


MÚSCULO POPLÍTEO


DOR NA REGIÃO LATERAL DO JOELHO

 MÚSCULO QUADRÍCEPS - VASTO LATERAL

MÚSCULO TENSOR DA FÁSCIA LATA



DOR NA REGIÃO ANTERIOR DO JOELHO - PATELA

MÚSCULO QUADRÍCEPS - RETO FEMORAL


MÚSCULO QUADRÍCEPS - VASTO INTERMÉDIO



MÚSCULO ADUTOR LONGO E CURTO


DOR NA REGIÃO INTERNA DO JOELHO



 MÚSCULO GRÁCIL 





MÚSCULO QUADRÍCEPS - VASTO MEDIAL



MÚSCULO ADUTOR MAGNO




- Condromalácea: 

Amolecimento e posteriormente fissuração e fragmentação da cartilagem patelar, at
é ocorrer exposição do osso subcondral. É causa de dor moderada a intensa, profunda na região anterior do joelho - na patela, agravada durante o deslocamento da patela contra o fêmur ( descer escadas e rampas), e dor localizada após período de imobilidade. Acompanha-se de crepitação e estalidos da articulação. Geralmente é consequência de solicitações mecânicas inadequadas com distribuição anormal das pressões articulares. Por exemplo, alinhamento em valgo, desequilíbrio entre atividade de grupo musculares ( fraqueza do vasto medial, encurtamento isquiotibiais, retração do retináculo lateral da patela), anormalidade do desenvolvimento da tróclea, lateralização da tuberosidade anterior da tíbia e o aumento do ângulo quadricipital (angulo Q), deformidade em rotação externa da tíbia.





- Depósito de gordura subpatelar dolorosa: 

Causa dor no joelho associada a sensação de aumento de volume em cada lado do tendão patelar.

- Tendinite patelar: 

Processo inflamatório agudo ou crônico do tendão patelar.

- Bursite: 

Há 13 bursas sinoviais ao redor do joelho, que podem evoluir para um processo inflamatório.

- Síndrome anserina ( acompanhada ou não de tendinite e/ou bursite na inserção da pata de ganso): 

Dor na face medial do joelho, ao subir e descer escadas, dor à palpação na área de inserção da pata de ganso e ocasionalmente um inchaço local. Pode simular lesão de menisco medial.



- Sensibilização segmentar raiz nervosa lombar 3 e  4 (L3-L4)


- Lesões ligamentares: 

Os ligamentos são faixas de tecido resistente (conjuntivo fibroso) que conectam as extremidades ósseas, possuem inúmeros receptores sensitivos ( inclusive para dor e propriocepção). São estabilizadores passivos:  LCP - Ligamento cruzado posterior, LCA - Ligamento cruzado anterior, LCM - ligamento colateral medial, LCL- ligamento colateral lateral. Pode ocorrer rompimento parcial ou total destes ligamentos, principalmente durante movimentos torcionais.



A lesão ligamentar pode ser classificada da seguinte maneira:
Grau I - Estiramento leve. O ligamento é levemente danificado em uma entorse.
Grau II - Ruptura parcial do ligamento
Grau III - Ruptura completa do ligamento, instabilizando a articulação.


- Menisco lateral e medial 

São estruturas de fibrocartilagem  com as seguintes funções: lubrificação, estabilização, amortecimento e distribuição do peso exercido dentro da articulação. Lesões meniscais são associadas ao desgaste progressivo da cartilagem articular e desenvolvimento de osteoartrite.





PLANO TERAPÊUTICO DE REABILITAÇÃO


A demanda funcional (dor, função e idade) do paciente é que determina o tipo de reabilitação e a indicação de procedimentos minimamente invasivos de reabilitação e até procedimentos ortopédicos. 

Frente a um paciente com o diagnóstico de osteoartrose, o médico deve estabelecer um programa terapêutico individualizado e multidisciplinar, objetivando reduzir os sintomas, melhorar a função e limitar incapacidades.”

FONTE: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=3077&fase=imprime

FASE INFLAMATÓRIA
A terapêutica inicial, na fase inflamatória, inclui repouso do joelho afetado, compressas de gelo para casos agudos, medicações anti-inflamatórias e meios físicos para analgesia e redução do processo inflamatório. 
Além disso, podem ser indicadas joelheiras para maior conforto do paciente.

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS 
A redução do percentual de gordura ( perda de peso) é OBRIGATÓRIO, tanto para reduzir sobrecarga nas articulações quanto para reduzir o processo inflamatório sistêmico presente na osteoartrose/ osteoartrite primária. 



Além disso, o controle do diabetes e de outras doenças metabólicas é essencial. 

ÓRTESES

Deve-se corrigir situações de desvio do joelho e pé plano, sempre que possível. Em casos selecionados, pode-se prescrever até mesmo  palmilhas com cunhas anti- varo ou anti-valgo de tornozelo associadas a tornozeleira estabilizadoras. 





Há uma infinidade de joelheiras, cada uma com indicações precisas. Por exemplo, podem ser confeccionadas em fibras de carbono, com hastes laterais rígidas, visando um maior suporte, contenção e redução descarga de peso.



Além das joelheiras confeccionadas em neoprene, há tecidos que incorporam biocerâmica às fibras, que teoricamente leva ao aquecimento local, desencadeando aumento do volume da microcirculação e do fluxo sanguíneo, auxiliando na resolução do processo inflamatório.  

As órteses também podem ser indicadas para repouso articular e posicionamento, prevenindo deformidades. 


PROTEÇÃO ARTICULAR 

- técnicas de auto- cuidados: por exemplo auto-massagem 
- Usar uma almofada entre as coxa ao dormir,
- Não durma com o travesseiro embaixo dos joelhos, pois  com uma deformidade em  flexu de joelhos, deixando a perna aparentemente mais curta. 
- evitar ficar na mesma posição ( em pé ou sentado) por muito tempo
- usar calçados adequados para absorver o impacto da marcha e que oferecem segurança no andar 
- evitar subir e descer escadas/ rampas em excesso. Se necessário, preferir subir/descer em zigue-zague ou na diagonal

- subir primeiro o degrau com a perna não acometida
- colocar apoio na parede do banheiro para evitar escorregões
- evitar cruzar as pernas ao sentar
- para levantar de uma cadeira,aproxime-se da borda da cadeira e use a força dos braços
- evitar ajoelhar-se. Para rezar, por exemplo, faça-o sentado
- corrigir desalinhamentos posturais 
- alternar afazeres com períodos de repouso 
- usar bengala ou andadores, quando indicado, até a melhora da dor, com intuito de reduzir sobrecarga na articulação.


CINESIOTERAPIA

De qualquer modo, sempre há indicação da realização de exercícios terapêuticos supervisionados por um profissional capacitado, com enfâse: 

- estimulação sensorial e conscientização corporal para melhorar posturas viciosas

- exercícios ativo assistidos para aumentar Amplitude de Movimento nos casos de limitação: 

-  exercícios de fortalecimento da musculatura global da articulação, restabelecendo o equilíbrio entre as cadeias musculares. 
Se for necessário, iniciar com exercícios isométricos. 
Realizar relaxamento pós isométrico.
Enfâse nos músculos comprometidos por pontos-gatilhos miofasciais.
Progedir conforme tolerância.

- progredir treino de fortalecimento de estabilizadores do joelho associado  ao treino de propriocepção e equilíbrio.



- Muitos casos beneficiam-se da realização de exercícios terapêuticos dentro da piscina (hidroterapia ou hidroginástica).

- exercícios de condicionamento físico: Nos casos leves a moderados de osteoartrose,  deve ser encorajada atividade física aeróbica, de baixo impacto, como a natação ou a hidroginástica. Além disso, exercícios em bicicletas e fortalecimento da musculatura do quadríceps, quando bem orientado, mostra bons resultados na osteoartrose de joelhos.

OUTRAS POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS CONSERVADORAS: 

- Treino de fortalecimento em aparelho isocinético (CYBEX) 


- Uso de Nitratos tópicos - em tendinoses



- Terapias manuais


- KinesioTaping

FONTE: http://www.kinesiotapingbrasil.com.br/sobre/algumas-aplicacoes


- Fitoterapia

O uso de medicamentos extraídos de plantas já está bem estabelecido no tratamento da osteoartrose. Ressalto que o medicamento diacereína é extraída da planta comestível Ruibarbo, o ácido acetil salicílico, AAS, é extraído das folhas de salgueiro, o Arpadol ou Harpagophytum procumbens é extraído da planta Garra do Diabo e ainda os insaponificáveis de soja e do abacate. 

A diacereína é extraída do ruibarbo

Além disso, há produtos tópicos  como a Capsaicina tópica: substância encontrada na pimenta, que reduz a substância P, reduzindo a transmissão dos estímulos e produtos comercializados em spray extraídos da erva-baleeira ou "maria milagrosa" (Cordia verbenacea). 

Além disso, cresce o uso de Curcuma longa (extraído do açafrão da terra) nos sintomas de dor nos joelhos e do extrato de  Boswellia serrata 

- Suplementação nutricional

A ingesta do colágeno tipo II não desnaturado bioidêntico, derivado da cartilagem  do frango, patenteada como UC-II, pode produzir efeitos de imunomodulação. A exposição a este colágeno pode reduzir a reação imunológica que agride a cartilagem articular.  

Além disso, suplementação de ômega 3 e vitamina D, quando indicadas, possuem uma ação imunomoduladora, com efeito anti-inflamatório.


TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA

O tratamento medicamentoso depende de inúmeros fatores: grau de incapacidade dolorosa, tipo de componente da dor (aguda x crônica), sintomas comportamentais relacionados a dor, entre outros

- DOR AGUDA: analgésicos e anti-inflamatórios  

- DOR CRÔNICA: Há inúmeras medicações que podem ser usadas na dor crônica secundária a osteoartrose. Por exemplo: antidepressivos tricíclicos (Amitriptilina, nortriptilina, entre outros) promovem o relaxamento muscular, aumentam a tolerância a dor, melhoram a qualidade do sono, O relaxante muscular de ação central (ciclobenzaprina) também pode ser usado, com efeitos semelhante a amitriptilina. Os antidepressivo inibidores de recaptação de serotonina (fluoxetina e paroxetina, entre outros) podem  promover uma melhora nos distúrbios de ansiedade. Os neurolépticos fenotiazínicos (ex. clorpromazina) podem ser associados aos antidepressivos, com importante efeito no sistema límbico (emoções), efeito ansiolítico e relaxante muscular quando usado em associação. Os anticonvulsivantes também podem ser usados como neuromoduladores (aumentando a tolerância a dor) e em quadros específicos de dor. Os indutores do sono (Zolpidem) podem ser usados em alguns casos específicos para melhora) do padrão de sono e no desmame dos benzodiazepínicos (rivotril, diazepam, entre outros). 




- MEDICAÇÕES MODIFICADORAS DA DOENÇA OSTEOARTRÍTICA - OSTEOARTRITE/OSTEOARTROSE

FONTE: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=3077&fase=imprime

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO - MINIMAMENTE INVASIVOS 
- Acupuntura 
Considerada efetiva na redução da dor e da incapacidade funcional da osteoartrose de joelhos. 



- Bloqueio de nervo femoral, safeno e  paraespinhoso L3/L4

FONTE: Bloqueio nervo femoral - http://www.anestesiaregional.com/

- Infiltração extra-articular (bursa, tendão e ligamentos)


- Infiltração intra-articular de joelho


- Viscossuplementação 

Infiltração de ácido hialurônico

- Inativação pontos - gatilho miofasciais comprometidos



- Mesoterapia  




- Terapia por ondas de choque 



PROCEDIMENTOS ORTOPÉDICOS (indicados em casos refratários e atletas de alto rendimento):
- via artroscopia 
- via aberta 

Ressalta-se que a dor nos joelhos podem ser altamente incapacitante. Após uma avaliação criteriosa do médico Fisiatra, elabora-se um plano terapêutico individualizado e todos os esforços devem direcionados ao controle da dor e da restauração funcional.

Em casos selecionados, pode-se indicar procedimentos de reabilitação ou até mesmo a avaliação do cirurgião ortopedista. 

De qualquer forma, os procedimentos representam uma das etapas do processo de recuperação, mas não a única. Eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que sem dor, consegue iniciar os exercícios terapêuticos para restabelecer a função, modificando os fatores desencadeantes e  os vícios posturais, com resultados mais eficazes.

Como em outras síndromes dolorosas crônicas, as orientações terapêuticas devem incluir mudanças de hábitos posturais inadequados em sono e vigília, hábitos alimentares e ingesta hídrica, exercícios terapêuticos, uso de medicamentos, entre outros. 

Desconfie de soluções mágicas e fáceis. 

Dor tem Tratamento!!!

Converse sobre as suas dúvidas com um médico especializado em reabilitação (Fisiatria). 

Dra Maike Heerdt 
Médica Fisiatra - Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor


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